quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Saúde

Calor intenso no Amapá exige atenção redobrada com crianças e idosos

Crianças e idosos são mais vulneráveis aos efeitos do calor intenso. Saiba como manter esses grupos protegidos em dias quentes no Amapá e quando buscar atendimento médico.

O calor intenso no Amapá exige atenção especial com crianças e idosos, grupos que podem ter mais dificuldade para regular a temperatura do corpo. Em dias muito quentes, a exposição prolongada ao sol e a ingestão insuficiente de líquidos aumentam o risco de desidratação, exaustão pelo calor e insolação.

Segundo o Ministério da Saúde, crianças, pessoas idosas e indivíduos com doenças crônicas estão entre os mais vulneráveis aos efeitos das altas temperaturas. Por isso, familiares e responsáveis devem acompanhar de perto a rotina desses grupos, inclusive quando não houver queixas claras de sede ou mal-estar.

Por que crianças e idosos precisam de mais cuidados

As crianças podem apresentar dificuldade para perceber os riscos do calor e dependem dos adultos para receber líquidos, usar roupas adequadas e interromper atividades ao ar livre. Já as pessoas idosas podem sentir menos sede e ter alterações naturais no organismo que aumentam o risco de desidratação.

Doenças cardíacas, respiratórias e renais também podem ser agravadas pelo calor. O uso de determinados medicamentos, como diuréticos, deve ser informado à equipe de saúde, mas não se deve interromper ou alterar tratamentos por conta própria.

Como prevenir problemas em dias quentes

A principal recomendação é oferecer água e outros líquidos com frequência, mesmo quando a pessoa não demonstra sede. Para crianças, a hidratação deve ser acompanhada por pais ou responsáveis. No caso de idosos, é importante criar uma rotina de oferta de líquidos ao longo do dia, respeitando eventuais restrições definidas por profissionais de saúde.

Também é indicado manter os ambientes arejados e protegidos do sol. Cortinas ou persianas podem ajudar a reduzir o aquecimento durante o dia. Banhos refrescantes, roupas leves, largas e de cores claras contribuem para o conforto térmico.

Atividades físicas e brincadeiras ao ar livre devem ser evitadas nos horários de maior calor. Quando forem necessárias, é preferível escolher períodos mais frescos, buscar sombra e proteger a cabeça e a pele. Refeições leves, com frutas, verduras e outros alimentos frescos, também são recomendadas.

Em áreas afetadas por fumaça de queimadas ou poluição, crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios devem evitar a exposição ao ar contaminado e permanecer em locais mais protegidos sempre que possível.

Sinais de alerta

Transpiração excessiva, fraqueza, tontura, dor de cabeça, náusea, cãibras e diarreia podem indicar que o corpo está sofrendo com o calor. Em crianças, também merecem atenção a sonolência incomum, irritabilidade, pouca urina, boca seca e ausência de lágrimas ao chorar.

Confusão mental, desmaio, convulsão, dificuldade para respirar ou perda de consciência são sinais de gravidade. A insolação é uma emergência médica e pode causar danos a órgãos importantes.

O que fazer em uma emergência

Ao identificar sinais graves, leve a pessoa para um local fresco, ventilado e protegido do sol. Retire o excesso de roupas e resfrie o corpo com água fresca ou compressas. Se estiver consciente, ofereça líquidos não alcoólicos, sem forçar a ingestão.

O atendimento médico deve ser buscado imediatamente. Em situações de emergência, a orientação oficial é acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo telefone 192, ou procurar a unidade de saúde mais próxima.