quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Saúde

Pré-natal ajuda a acompanhar a saúde da gestante e do bebê no Amapá

O pré-natal deve ser iniciado assim que a gravidez for confirmada ou suspeitada. Pelo SUS, a gestante pode procurar a unidade básica de saúde mais próxima para iniciar o acompanhamento.

O pré-natal é o acompanhamento realizado durante a gravidez para cuidar da saúde da gestante e acompanhar o desenvolvimento do bebê. No Amapá, assim como em todo o país, o atendimento pode ser iniciado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência.

A recomendação do Ministério da Saúde é começar o pré-natal assim que a gravidez for confirmada ou houver suspeita, preferencialmente até a 12ª semana de gestação. O início precoce permite identificar possíveis riscos, orientar a gestante e programar exames, vacinas e outros cuidados necessários.

Como iniciar o pré-natal

A gestante deve procurar a UBS de referência para avaliação e inclusão no acompanhamento. Quando houver atraso menstrual ou suspeita de gravidez, a própria unidade pode orientar a realização do teste de gravidez e os próximos passos do atendimento.

A Caderneta da Gestante é fornecida gratuitamente pela equipe de saúde no início do pré-natal. O documento reúne informações sobre consultas, exames, vacinas, pressão arterial, orientações, sinais de alerta, parto e acompanhamento após o nascimento. É importante levá-lo às consultas, aos exames, aos atendimentos de urgência e à maternidade.

O que é avaliado nas consultas

Durante o acompanhamento, a equipe de saúde conversa com a gestante sobre sintomas, histórico de saúde e dúvidas. Também são avaliados o peso, a pressão arterial, o crescimento da barriga, os batimentos cardíacos do bebê e possíveis sinais de complicações.

O pré-natal ainda pode incluir exames de sangue e urina, testes para infecções, avaliação da glicemia, verificação do tipo sanguíneo e do fator Rh, além da análise da situação vacinal. A equipe pode prescrever ácido fólico, sulfato ferroso ou outros tratamentos quando houver indicação clínica. A orientação deve ser individualizada, e a gestante não deve usar medicamentos por conta própria.

Entre os exames previstos pelo Ministério da Saúde estão testes para sífilis, HIV, hepatites virais e malária. Por fazer parte da Região Amazônica, o Amapá está incluído na recomendação de realização do teste de malária durante o pré-natal, mesmo quando a gestante não apresenta sintomas. A solicitação e a periodicidade dos exames dependem da avaliação dos profissionais.

Frequência das consultas

De forma geral, as consultas ocorrem mensalmente até a 28ª semana, quinzenalmente entre a 28ª e a 36ª semana e semanalmente a partir da 36ª semana até o parto. A quantidade e o intervalo podem mudar conforme as condições de saúde da gestante e do bebê.

Quando é identificado algum fator de risco, como hipertensão ou diabetes, a gestante pode ser encaminhada para um serviço especializado. Mesmo nesse caso, o acompanhamento pela equipe da unidade básica deve continuar, conforme a orientação da rede de saúde.

Quando procurar atendimento imediatamente

A gestante deve buscar um serviço de saúde diante de sangramento vaginal, perda de líquido, dor abdominal forte ou persistente, febre, dor de cabeça intensa, alterações na visão, inchaço repentino, falta de ar, desmaio ou diminuição dos movimentos do bebê. Em situações graves, é possível procurar uma unidade de urgência ou acionar o Samu pelo número 192.

O pré-natal não termina antes do parto. O acompanhamento deve seguir até o nascimento e incluir também o período após o parto. Informações oficiais sobre consultas, exames e cuidados podem ser consultadas nas páginas do Ministério da Saúde e na orientação sobre exames e vacinas na gravidez.