quinta-feira, 5 de novembro de 2026
Política

Como verificar informações políticas e eleitorais antes de compartilhá-las no Amapá

Eleitores do Amapá podem conferir informações políticas e eleitorais em canais oficiais do TSE e do TRE-AP antes de compartilhar mensagens, vídeos, imagens ou denúncias nas redes sociais.

Verificar informações políticas e eleitorais no Amapá antes de compartilhá-las é uma medida importante para reduzir a circulação de boatos, conteúdos fora de contexto e mensagens que podem confundir o eleitorado. Com a proximidade do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para 4 de outubro, a recomendação é conferir a origem e a data de cada publicação antes de encaminhá-la.

Mensagens recebidas em grupos de WhatsApp, vídeos publicados em redes sociais e imagens com supostas decisões da Justiça Eleitoral podem parecer verdadeiros, mas nem sempre apresentam fonte, contexto ou informação atualizada. A checagem deve ser feita mesmo quando o conteúdo é compartilhado por uma pessoa conhecida.

Comece pela fonte da informação

O primeiro passo é identificar quem publicou o conteúdo. Informações sobre votação, calendário eleitoral, local de votação, urnas eletrônicas, candidaturas e regras do pleito devem ser conferidas preferencialmente nos portais oficiais do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP).

Também é importante observar o endereço eletrônico da página. Sites que imitam a aparência de órgãos públicos, usam nomes semelhantes aos oficiais ou apresentam endereços incomuns podem tentar induzir o leitor ao erro. A Justiça Eleitoral mantém o portal Fato ou Boato, que reúne verificações e orientações sobre conteúdos relacionados ao processo eleitoral.

Confira data, contexto e conteúdo completo

Uma notícia antiga pode voltar a circular como se fosse atual. Por isso, a data da publicação deve ser comparada com o período eleitoral de 2026 e com o calendário oficial. O TSE informa que o primeiro turno ocorrerá em 4 de outubro e, se houver necessidade, o segundo turno será realizado em 25 de outubro.

Não basta ler apenas o título ou assistir a poucos segundos de um vídeo. É necessário consultar o texto completo, procurar a declaração original e verificar se imagens, falas e números foram apresentados no contexto correto. Fotografias de outras eleições, montagens e vídeos editados podem ser usados para sustentar afirmações que não correspondem aos fatos.

Desconfie de promessas e acusações sem prova

Conteúdos políticos que anunciam uma decisão definitiva, acusam alguém de crime ou prometem mudanças imediatas devem ser analisados com cautela. A existência de uma publicação em rede social não comprova a veracidade da informação. Pesquisas eleitorais, decisões judiciais e dados sobre candidaturas precisam ser acompanhados de fonte identificável e, quando possível, consultados diretamente nos sistemas oficiais.

Também é recomendável não compartilhar mensagens que peçam dados pessoais, senhas, documentos ou pagamentos em nome da Justiça Eleitoral. O eleitor não deve informar o título, o CPF ou outros dados em páginas desconhecidas para supostamente consultar o voto ou regularizar uma situação eleitoral.

Como comunicar conteúdos suspeitos

Quando houver uma informação falsa, enganosa ou apresentada fora de contexto com potencial para afetar o processo eleitoral, o eleitor pode utilizar o Sistema de Alertas de Desinformação Eleitoral (Siade). O TRE-AP orienta que a ferramenta receba alertas sobre falsidades relacionadas à segurança das urnas, ao local ou à data de votação, além de páginas que se passam por órgãos da Justiça Eleitoral.

Já o aplicativo Pardal é destinado ao registro de possíveis irregularidades de propaganda eleitoral. As duas ferramentas têm finalidades diferentes e devem ser usadas conforme o tipo de ocorrência.

Antes de clicar em “compartilhar”, a regra é simples: parar, conferir a fonte, verificar a data, buscar confirmação em canais oficiais e só então decidir se a informação merece ser repassada. Em caso de dúvida, não compartilhar é a forma mais segura de evitar que um boato alcance mais pessoas.